Céu Urbano

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Blog do Naelton

quarta-feira, 12 de março de 2003



Ciências Espaciais no nosso dia a dia


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Sol no Convés
Número 2 - 14 de março de 2003

Navegávamos...
Astrolábio1500: a Idade Média ia embora levando o brilho dos seus castelos europeus, suas guerras feudais e sua limitação geográfica. A mal chegada Renascença vinha no carro abre-alas de um desfile de novidades: as grandes navegações. Sem conhecer os céus os valentes veleiros se perderiam nos mares distantes das conhecidas costas. O astrolábio foi um dos primeiros instrumentos para medir a altura dos astros, sobretudo o Sol. Com ele o navegantes tinham noção do quanto tinham se afastado do equador terrestre. Coisa de europeus? De forma alguma. Os árabes fabricavam astrolábios sofisticados, verdadeira cartas celestes giratórias que fazia os simples círculos graduados portugueses parecerem toscos. Os polinésios (lá do Pacífico mesmo) já navegavam pelas estrelas e correntes marítimas.
Navegamos...

GPSVocê já viu um transatlântico ou um moderno iate? Um navio de guerra ou mesmo uma lancha mais moderna? Reparou naquelas antenas, domos e toda aquela complicação metálica nos mastros? Pois é, ali também tem Ciência Espacial.
GPS – Global Positioning System – uma sigla para uma forma de navegar pelos "astros" usando sinais de rádio. Claro que neste caso os "astros" são artificiais: constelações desatélites. Estes satélites trocam sinais com aparelhos receptores que podem ser tão pequenos como um celular. Na verdade cada satélite está dentro de um sistema de relógios muito preciso. O tempo que um sinal demora para ir do satélite ao receptor diz a distância. Mais uns dois satélites, mais duas distâncias, algum cálculo e pronto: posição determinada com precisão de metros. Sem medir a altura do Sol, vejam só!
Navegaremos...

Quem diria que o Sol e as velas voltariam a dar força a navegação? Só que agora os mares são mais "profundos". Estou falando dos veleiros solares. Isso mesmo, o que impulsionará algumas naves espaciais no futuro será o próprio Sol. Vento solar? Não, luz solar impulsionando velas prateadas gigantescas, singrando o Sistema Solar. Mais rápido do que qualquer foguete aproveitando uma fonte de energia quase inesgotável...Como será isso? Leia no terceiro número desta coluna.
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